Posts tagged intervenção urbana

   

SONHOS E PESADELO

Três intervenções urbanas inéditas do artista que usa a cidade como suporte ocupam o centro de São Paulo a partir desta semana com a exposição “Sonhos e Pesadelo”.

As obras Farol, Cataventos e Bicicletas buscam a transformação da paisagem e a reflexão do espectador sobre espaços públicos que fazem parte da história da metrópole. 

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Srur inaugurou a mostra com uma performance no vale do Anhangabaú, onde aplicou 60 quilos de graxa sobre os ratos da obra Farol com a participação espontânea do público. Esta intervenção materializa o pesadelo da mostra visual, revelando um farol negro e sem luz que emerge do piso do Anhangabau e expõe o submundo escondido.

A intervenção Cataventos foi instalada em um terreno baldio localizado na região da cracolândia. A obra, feita de oito esculturas gigantes que se movimentam com a ação do vento e geram energia eólica, cria um campo de força que desafia o cenário mais devastado e desolador da cidade. 

Na estação de trem Julio Prestes, a obra Bicicletas foi instalada a sete metros de altura em frente ao vitral e o relógio. Dezenas de bicicletas suspensas por cabos de aço ativam o espaço aéreo mal preservado do local e constroem uma visão lúdica e intangível.

realização: Attack Intervenções Urbanas

Patrocínio: Shopping SP Market

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MANUAL DE INTERVENÇÃO URBANA

No dia 12 de dezembro, às 20h, será lançado no Museu da Imagem e do Som (MIS), o livro Manual de Intervenção Urbana, que reúne trabalhos do artista plástico Eduardo Srur. Durante o evento, haverá projeções em vídeo e um coquetel para o público. 

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Srur é um artista que utiliza a cidade como plataforma criativa visual e lança um novo olhar sobre a paisagem das cidades. Esta publicação registra a atuação de Srur, evidenciando de que modo o espaço e o lugar onde se vive é um campo aberto, infinito e apto a ser transformado. 

Segundo Srur: “Este livro não é apenas para artistas, mas para todos aqueles que se interessam por arte e acreditam em seu potencial criativo. O manual e a cidade são para o uso de qualquer um.”

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CARRUAGEM

A exposição do artista Eduardo Srur provoca um questionamento sobre os problemas de mobilidade urbana na cidade de São Paulo. Formada por uma réplica de carruagem e quatro cavalos esculpidos em escala real, a intervenção foi instalada no mastro da ponte estaiada da marginal Pinheiros, a 30 metros de altura.

A obra compara a velocidade média de deslocamento de um carro no trânsito paulistano no horário de pico e a velocidade de uma carruagem nos tempos do Império. Ambos movimentam-se a lentos 20 quilômetros por hora.

Srur se apropria da arquitetura do mais novo cartão-postal da metrópole para denunciar a transformação da paisagem urbana e criar um novo olhar sobre a cidade. O espectador é surpreendido pela presença surreal de um elemento de mobilidade do passado em um local improvável e que parece se deslocar rumo ao infinito. Para o artista, “a carruagem é o símbolo mais adequado para representar a mobilidade nas ruas de São Paulo”.

Na quarta-feira (19/09), as 17 horas, acontecerá a grande corrida entre Srur e o piloto profissional Ingo Hoffmann. O artista pilotará uma carruagem puxada por um cavalo, conduzida, na ciclovia ao lado do rio Pinheiros, e Ingo dirigirá um carro esportivo na pista expressa da marginal.

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SUPERMERCADO

“Supermercado” é um vídeo da performance do artista dentro de uma grande loja de conveniências em plena atividade. Srur caminha pelas gôndolas e utiliza os produtos sobre o próprio corpo, recriando de forma chocante o atual impulso de consumo que domina a sociedade.

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TOURO BANDIDO

Esculturas de touros se apropriaram das vacas do evento Cow Parade, em plena av. Paulista e av. Faria Lima, em São Paulo, para questionar o conceito artístico da exposição considerada o maior evento de arte pública do mundo. O Touro Bandido resgatava o imaginário brasileiro, um animal que nunca foi domado em rodeios e virou lenda nacional. Para o artista, ”a vaca ficou estéril e o touro cria uma inseminação artística nela”. 


O artista teve que responder a inquérito policial instaurado pelos organizadores do evento. 

ficha técnica:
isopor, fibra, resina e tinta acrílica
2,00 x 80 x 1,80m cada escultura
Av. Paulista e Av. Faria Lima, São Paulo | 2010

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PALMITOS
Instalação com milhares de frascos de palmito em conserva de origem ilegal, apreendidos pela polícia florestal do estado de São Paulo. A convite da Secretaria do Meio Ambiente, o artista criou uma obra visual no Parque Villa-Lobos com o material, que depois foi incinerado.
ficha técnica:
3.000 peças | Frascos de vidro com palmitos em conserva, fita isolante adesiva preta, andaime fachadeiro e cabos de aço 
8 x 1.30 x 4 m 
15 dias de exposição
Parque Villa Lobos |  2008
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PALMITOS

Instalação com milhares de frascos de palmito em conserva de origem ilegal, apreendidos pela polícia florestal do estado de São Paulo. A convite da Secretaria do Meio Ambiente, o artista criou uma obra visual no Parque Villa-Lobos com o material, que depois foi incinerado.

ficha técnica:

3.000 peças | Frascos de vidro com palmitos em conserva, fita isolante adesiva preta, andaime fachadeiro e cabos de aço 

8 x 1.30 x 4 m 

15 dias de exposição

Parque Villa Lobos |  2008

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NAU
A Rosa-dos-Ventos é um instrumento de orientação naútico baseado nas quatro direções fundamentais (norte, sul, leste e oeste) e suas intermediárias. Sua utilização é comum nos sistemas de navegação antigos e atuais. As origens remotam ao século I a.C. e, desde então, o vento tornou-se o principal elemento de orientação para as navegações. A obra “Nau” faz alusão clara a forma clássica de um barco de papel que fazemos quando criança. A peça tem um sistema de eixo central que permite a rotação do objeto sobre a Rosa-dos-Ventos. A relação entre os dois elementos se completa com a participação do público que pode tocar e movimentar a escultura no parque interagindo com a peça e o grafismo do piso.
ficha técnica:ferro, papel e fita adesiva600 x 150 x h200 cmparque do Ibirapuera, São Paulo | 2010
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NAU

A Rosa-dos-Ventos é um instrumento de orientação naútico baseado nas quatro direções fundamentais (norte, sul, leste e oeste) e suas intermediárias. Sua utilização é comum nos sistemas de navegação antigos e atuais. As origens remotam ao século I a.C. e, desde então, o vento tornou-se o principal elemento de orientação para as navegações. A obra Nau faz alusão clara a forma clássica de um barco de papel que fazemos quando criança. A peça tem um sistema de eixo central que permite a rotação do objeto sobre a Rosa-dos-Ventos. A relação entre os dois elementos se completa com a participação do público que pode tocar e movimentar a escultura no parque interagindo com a peça e o grafismo do piso.

ficha técnica:
ferro, papel e fita adesiva
600 x 150 x h200 cm
parque do Ibirapuera, São Paulo | 2010

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