Milhares de pessoas visitaram a exposição no final de semana de sol na cidade de São Paulo. A obra, localizada dentro do parque, na praça da Paz, foi construída com sessenta toneladas de lixo composto por quatrocentos fardos de diversos tipos de materiais recicláveis - garrafas PET, plásticos, embalagens, alumínio, tetrapack, papelão, entre outros. A composição tem 400 metros quadrados de corredores com espelhos de acrílico no seu interior e somente dois acessos para circulação do público. Segundo Srur, a ideia é “criar uma obra provocativa que reative os sentidos e a percepção do público. O espectador é convidado a entrar no labirinto em busca da saída entre os resíduos sólidos, colocando-o frente a frente com o lixo que produz.”
Patrocínio: Shopping SP Market
Apoio: Prefeitura de São Paulo

Dezenas de caiaques tripulados por manequins sobre as poluídas águas do rio Pinheiros, em São Paulo, promoveram um curto-circuito visual na cidade. Nas últimas semanas da exposição, o lixo da cidade se juntou às esculturas, criando uma imensa ilha de resíduos e alterando radicalmente a composição da obra.

PALMITOS
Instalação com milhares de frascos de palmito em conserva de origem ilegal, apreendidos pela polícia florestal do estado de São Paulo. A convite da Secretaria do Meio Ambiente, o artista criou uma obra visual no Parque Villa-Lobos com o material, que depois foi incinerado.
ANTENAS
A intervenção com diversos modelos de antenas ocupou o teto central do Museu Brasileiro da Escultura (MuBE). A obra revelava uma nova perspectiva de uso do espaço institucional. Segundo Srur, “o artista é uma antena da sociedade. Seu trabalho deve transmitir as informações de forma menos elitista, ser um produto que se expande para além das paredes museológicas.”
PACHAMAMA
Obra composta por 400 carrinhos de cerâmica pintados com tinta acrílica. A peça original foi desenvolvida a partir da pintura “Família” (1997), da série “Veículos”. O trabalho revela mudanças importantes na trajetória do artista: a pesquisa de novos materiais e, principalmente, a produção em série e a ocupação do espaço público.