A partir do dia 12 de maio, o público do Ibirapuera poderá visitar a intervenção urbana “Labirinto”. Depois do sucesso da mostra nos parques estaduais Villa Lobos, Juventude e Ecológico do Tietê, a exposição do artista chega no parque mais frequentado da cidade com o dobro do tamanho das instalações anteriores.
A obra será construída com sessenta toneladas e quatrocentos fardos de diversos tipos de materiais recicláveis - garrafas PET, plásticos, embalagens, alumínio, tetrapack, papelão, entre outros. A composição terá 400 m2 na forma de um labirinto geométrico retangular, espelhos de acrílico no seu interior e dois acessos para circulação do público pelos corredores. Segundo Srur, a ideia é “criar uma obra provocativa que reative os sentidos e a percepção do público. O espectador é convidado a entrar no labirinto em busca da saída entre os resíduos sólidos, colocando-o frente a frente com o lixo que produz.”
No dia 12 de maio, as 15h, haverá uma visita guiada do artista para o público da feira SP-Arte 2012, que acontece no pavilhão da Bienal de 10 a 13 de maio. Eduardo Srur participa da programação oficial do evento e terá algumas de suas obras expostas no stand nº 011, da galeria Baró, que representa o artista. Outra atividade que fará parte da exposição serão as visitas diárias de grupos e escolas do programa “Aventura Ambiental”, da UMAPAZ - Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz -, instituição pública localizada no parque Ibirapuera.
Patrocínio: Shopping SP Market
Apoio: Prefeitura de São Paulo
O vídeo da intervenção “Supermercado”, de Eduardo Srur e Fernando Huck, foi selecionado no Vimeo Festival + Awards, considerado o maior festival online do mundo. Foram mais de 14.800 inscritos e 156 selecionados em 13 categorias. Assistam o video e votem no link:
http://vimeo.com/awards/vote/experimental
A ARTE SALVA
Intervenção artística colaborativa no Congresso Nacional, em Brasília. A obra não autorizada aconteceu no dia 08 de dezembro com a participação de dezenas de pessoas que jogaram 360 bóias salva-vidas no espelho d’água com a frase “A ARTE SALVA”. O artista fez uma palestra em novembro, convocando os estudantes e planejou uma oficina nos ateliers da UNB - Universidade de Brasília - dias antes da ação para organizar o coletivo.
A arte é uma possibilidade de salvamento.
Intervenção urbana com esculturas gigantes na forma de garrafas plásticas de refrigerante. A exposição ocupou as margens de concreto do poluído rio Tietê, em São Paulo por dois meses e foi vista por mais de 60 milhões de pessoas. A obra reativou visualmente o principal rio da cidade e levou 3 mil crianças e professores da rede pública de ensino para visitar a intervenção.

No final da exposição, o material plástico das garrafas infláveis foi transformado em centenas de mochilas desenhadas pelo artista Jum Nakao e doadas às escolas participantes.
ficha técnica:
20 peças | vinil, motor de insulflagem, plataforma de flutuação, ancoragem, cabos de aço, cabeamento e sistema elétrico com lâmpadas fluorescentes
10 x 3m cada escultura
Margens de concreto do rio Tietê | 2008
A CIDADE É A GALERIA.

Esculturas de touros se apropriaram das vacas do evento Cow Parade, em plena av. Paulista e av. Faria Lima, em São Paulo, para questionar o conceito artístico da exposição considerada o maior evento de arte pública do mundo. O Touro Bandido resgatava o imaginário brasileiro, um animal que nunca foi domado em rodeios e virou lenda nacional. Para o artista, ”a vaca ficou estéril e o touro cria uma inseminação artística nela”.
Intervenção Touro Bandido from Kana Filmes on Vimeo.
O artista teve que responder a inquérito policial instaurado pelos organizadores do evento.
ficha técnica:
isopor, fibra, resina e tinta acrílica
2,00 x 80 x 1,80m cada escultura
Av. Paulista e Av. Faria Lima, São Paulo | 2010
A obra PETS propõe a reciclagem do olhar; como as pessoas vêem o mundo e como a arte se coloca na sociedade.

Dezenas de caiaques tripulados por manequins sobre as poluídas águas do rio Pinheiros, em São Paulo, promoveram um curto-circuito visual na cidade. Nas últimas semanas da exposição, o lixo da cidade se juntou às esculturas, criando uma imensa ilha de resíduos e alterando radicalmente a composição da obra.

A arte não é domesticável.
Intervenção urbana com coletes salva-vidas marítimos em 16 monumentos da cidade de São Paulo. O trabalho foi realizado em esculturas do século XX que glorificam heróis da história nacional. A ocupação do patrimônio histórico na capital paulista se integra à obra de Eduardo Srur com a proposta de reativar visualmente elementos da história, da arquitetura e do convívio social da cidade – territórios abandonados pela imaginação urbana.
Ao criar uma situação em que a cidade volta a olhar para si mesma, o artista propõe uma reflexão sobre o vínculo entre o cidadão e o espaço, e também sobre as possibilidades de recriar a paisagem coletiva.
ficha técnica:
25 peças | espuma de polipropileno, aluminio, fita reflexiva, manta e resina acrílica, cabos de aço
Monumentos Públicos de São Paulo | 2008
PALMITOS
Instalação com milhares de frascos de palmito em conserva de origem ilegal, apreendidos pela polícia florestal do estado de São Paulo. A convite da Secretaria do Meio Ambiente, o artista criou uma obra visual no Parque Villa-Lobos com o material, que depois foi incinerado.
ACAMPAMENTO DOS ANJOS
Intervenção composta por barracas de camping instaladas verticalmente na arquitetura de edifícios e construções. Desde 2002, Srur realiza esta obra de motivação espiritual que nasceu com a leitura do salmo “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra”. A percepção de anjos acampados em locais suspensos e a ideia de proteção permeiam o conceito do trabalho. Durante a noite, a iluminação no interior das barracas transforma a instalação. No Brasil, a obra esteve presente em Florianópolis, Curitiba e São Paulo. No exterior, participou de exposições na França (Paris e Metz), Suíça (Friburgo e Nyon) e Cuba (Havana).

Intervenção não autorizada no “Monumento às Bandeiras”, em São Paulo. Também conhecido como “Empurra-Empurra”, foi esculpido em granito por Victor Brecheret e inaugurado em 1954. Srur construiu uma âncora velha de navio e instalou o objeto, em pleno dia, no monumento modernista que representa o desenvolvimento de São Paulo. Mesmo sem a aprovação da prefeitura, “Âncora” permaneceu 3 semanas no local e durante uma tentativa de retirá-la, o artista foi – ironicamente – impedido pela polícia, que alegou estar defendendo o patrimônio histórico da cidade.